Defensoria cria programa de formação com lideranças comunitárias, as Defensoras Populares. Programa é uma parceria com Ministério da Justiça e Unilab

Mulheres que dedicam suas vidas a defender os interesses da coletividade. A busca por melhorias para as comunidades carentes acontece, na maioria das vezes, por meio de lideranças mulheres, que são líderes ou mobilizadoras sociais. São defensoras em seu sentido mais genuíno: proteger os interesses coletivos e lutar por direitos. Elas assumem a responsabilidade, vestem a camisa e desempenham o papel fundamental de ser o elo entre o povo e o poder público.

Pensando nisso, a Defensoria criou o programa Defensoras Populares, em parceria com o Ministério da Justiça do Brasil, através da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), através do com o Centro Interdisciplinar de Estudos de Gênero (CIEG Dandara). Pelo programa serão ofertadas ao longo de um ano uma formação continuada em direitos humanos com uma bolsa de estudo que tem intuito de aprimorar a divulgação desse trabalho, capacitar, disseminar conteúdos, esclarecer dúvidas e garantir a existência do conhecimento sobre direitos nas comunidades. A “formatura” dependerá da execução de um projeto de impacto na comunidade em que está inserida.

A semente do projeto será lançada nesta quinta, dia 16 de novembro de 2023 com a presença do secretário nacional de Acesso à Justiça, Marivaldo Pereira, na abertura do curso de formação de novos defensores e defensoras do Ceará, coordenado pela Escola Superior da Defensoria (ESDP). “O projeto tem início com intuito de empoderar as lideranças mulheres, especialmente as mulheres negras, as mulheres trans e as mulheres vítimas de violência doméstica, numa metodologia que evite evasão e permita a conclusão, com impacto direto na sua vida, na sua família e na sua comunidade.”, explica a defensora Amélia Rocha, diretora da ESDP.

Serão selecionadas por meio de edital 100 mulheres, especialmente que sejam negras, vítimas de violência doméstica, vivendo em situação de rua, mães solo, chefe de família, mulheres com deficiência (ou mãe ou cônjuge de pessoa com deficiência, mulheres trans e lésbicas, estudantes. A abrangência territorial do programa é de 12 cidades: Fortaleza, Aquiraz, Cascavel, Caucaia, Maracanaú, Pacatuba, Redenção, Acarape, Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Sobral.

“A realidade brasileira de violências e ausência de direitos exige esforços por parte das instituições públicas e privadas para amenizar o sofrimento cotidiano, sobretudo, de mulheres vulneráveis econômica e socialmente, negras, vítimas de violência doméstica, vivendo em situação de rua, mães solo, com deficiência, trans e lésbicas, estudantes e universitárias. Nós da Unilab e da Defensoria unimos esforços para garantir uma formação cidadã de promoção dos direitos humanos das Mulheres e de suas comunidades”, pontua Violeta Holanda, professora coordenadora da Unilab.

Serviço
Lançamento do Programa Defensoras Populares

Data: 16 de novembro

Horário: 8h

Local: No auditório da sede da Defensoria Pública (Avenida Pinto Bandeira, 1111).

Fonte: Portal da Defensoria Pública do Ceará

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